domingo, 24 de abril de 2011
Saudade...
Difícil, difícil. Mais tenso que o normal. HOJE! Como é inexplicável a saudade. Que sentimento inabalavelmente presente em nós, mas que por alguma razão, é extremado na volta de qualquer feriado que tanto dependemos e esperamos. Chega ser engraçado o quanto esse sentimento nos consome, o quão complexo é o seu paradoxo entre conforto e nostalgia... Está a flor da pele. Chega dar nó na garganta. Assim, só pra demonstrar, percebe-se que nem mesmo o nosso querido Aurélio foi capaz de decifrá-la: saudade (latim solitas, -atis, solidão) - s. f.: 1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que alguém se vê privado; 2. Pesar, mágoa que essa privação causa. Convenhamos, PODE SER MUITO MAIS QUE ISSO. Potencialmente e injustificavelmente maior, mais intenso, mais dolorido, mais marcante, mais que solidão, mais que simples lembrança. Não. Acredito ser aquilo que temos de melhor, de mais bonito, simples, puro e singelo. O que o coração manifesta sem exceção, com ou sem motivo, não importando a hora, mas que brota, desabrocha, manifesta-se; a reunião da história particular de cada um, a carga nostálgica mais importante e maravilhosa que é possível se ter. É de certa forma algo tão grande que não pode ser descrito por palavras, e nem mesmo se manifesta do mesmo jeito pra cada um... Enfim, é a reunião de tudo que somos, que não somos, que não fomos capazes, que almejamos e que insistentemente, de maneiras as vezes até incovenientes, vem nos visitar e que hoje em especial, veio sem avisar e nem bateu à porta!
quarta-feira, 23 de março de 2011
Quarta-feira.
Acordei atrasado: 06:50 am. Vout. Comuniquei os habitantes da república: briga por pela torneira na escovação dos dentes, normal. Cara de zumbi na faculdade, mais que normal. Aula maçante de teoria do processo, não podia ser mais normal. Tentei abstrair qualquer coisa pra escrever aqui hoje. Não veio. Cantina. Um copo de café: 50 centavos. Momento descontração entre amigos. Notícia de aula vaga: normalidade bate à porta. Motivo pra postar algo. Não teve. Divulgação de festa em outros cursos, alguns convites vendidos pra valer a pena. Última aula até às 11:30: primeira anormalidade do dia. Talvez algo pra contar mais tarde, aula de Direito Ambiental, agradar os PV's da vida... também não. Acontece uma fusão: república suja, preguiça maltratando. Resultado "O mano, vamo almoçar fora?". Unanimidade. Restaurante compatível com o orçamento do que todo mundo sabe: universitário sinal de escassez total de dinheiro. Talvez outra grávida na fila. Não, isso já foi esclarecido. Pagar contas. 14:00 pm: sem criatividade hoje? Ainda tem tempo. Volta pra casa, sono sagrado. Normal também. Conectar as redes sociais. Um vídeo de uma mulher sendo arrastada por uma correnteza. Desculpem minha falta de tato agora, rachei o bico. Cover do primeiro poema da Maria Betânia no You Tube: quase faltou o ar de rir. Criatividade alheia a flor da pele. Criatividade própria: não apareceu. Vasculhar sites: tragédia pra lá, outra pra cá. Normalidade aguçada. Dia de hoje: quarta-feira. Sinônimo: a própria quarta-feira. É, por isso que espero todo dia a falta da normalidade. Ela irrita. Ser normal estressa, cansa, e até falar dela fica difícil. Mas se ela tivesse forma de gente, só de sacanagem, adoraria por o pé na frente pra ela tropeçar!
terça-feira, 22 de março de 2011
Frase do dia:
"Bom senso". Hoje entrei numa discussão com um amigo meu sobre uma mulher grávida que aguardava, como todos os outros, sua vez de retirar sua refeição em um restaurante self-service. Acredito ser do conhecimento de todos que os gestantes, mães com crianças de colo, idosos (60 anos ou mais) e portadores de alguma deficiência física tem o pleno direito de não esperar na fila. Certas vezes, quando era mais jovem e meu pai me pedia para ir ao banco pra ele, confesso que xinguei muita velhinha que furava fila: "Poxa, tô aqui há quase uma hora e essa velha vem furar a fila, %#@$...!". Na época não conseguia entender, não queria, ou sei lá, apenas julgava ser aquilo uma folga tamanha. Hoje entendo que mesmo se não tivesse uma linha escrita em qualquer lei sobre gestante, mães com crianças de colo, velhinhas e deficientes, seria uma completa falta de bom senso da nossa parte deixar que eles esperassem em qualquer fila em pé de igualdade com qualquer um que não se encaixe no mesmo grupo. Quero que entendam que não estou menosprezando ninguém: simplesmente, ao meu ver, eles merecem total respeito da nossa parte por estarem em alguma fila por aí, cuidando da sua própria vida sem depender de ninguém.
Diariamente, nesse mundo de cobras e lagartos, da sensação de imunidade por parte de alguns, da falta de solidariedade de outros tantos, sinto que se precisa muito mais desse sentimento, atitude, entendimento, compreensão que é o BOM SENSO. Bom senso não só com um grupo seleto como o que citei acima, mas de um com os outros, em qualquer ocasião, usá-lo sem restrições ou por escolha. Queria eu que o mundo respirasse o bom senso, que o visse, ouvisse e o falasse. Que se aperfeiçoasse em praticá-lo. Gostaria de vê-lo nos olhos das pessoas. Parece revolta, mas não, é só um desejo, uma vontade, uma prece de alguém que entendeu o quanto ele é importante e essencial. Enfim, lá vem um clichê: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO. Garanto, eu venho dando o melhor de mim nisso. Do mais é só, vou clicar em publicar postagem aqui, pois até compartilhar conhecimento, é bom senso.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Então...
Hoje deu na telha. Pá: vou criar um blog. Pensei comigo, mas pra que? Já tenho minha vida espalhada pra tudo o que é canto: Orkut, Facebook, Twitter... Ainda assim, acho que não está de bom tamanho. Resumir em 140 caracteres ou mesmo em um pequeno texto dizendo onde estou, o que fiz e o que penso é sim muito prático. Mas não, queria mais. Talvez seja uma característica dos piscianos como eu querer mais, fantasiar mais, sonhar mais. Tá no sangue, ou melhor, nos zodíacos da vida. Enfim quero detalhes. Quero mostrar o que vejo nas pessoas, como enfrento cada situação e compartilhar com quem esteja interessado. Isso faz vir a tona outra pergunta que me fiz no supetão desta criação: quem estaria interessado na vida de um estudante universitário, mais precisamente bacharelando em Direito, falando da sua vida a torto e a direito? Voltei às minhas remotas lembranças da caixa cinzenta... Pronto! "Com tanta porcaria por aí, uma a mais ou a menos não vai fazer diferença." Fica então a dica: sinta-se a vontade. Comente, critique, interaja, compartilhe sua opinião... Estarei aqui, diariamente, relatando aquilo que passo, que vejo, que percebo. Ao vivo, direto da minha perspectiva, pra vocês universitários, casados, enrolados, perdidos, à procura, estressados, radiantes, filhos, pais, avôs, avós, alunos, professores, amigos e amigas. Visonários e empreendedores de um esboço da vida real. Um abraço.
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