quarta-feira, 23 de março de 2011

Quarta-feira.

  Acordei atrasado: 06:50 am. Vout. Comuniquei os habitantes da república: briga por pela torneira na escovação dos dentes, normal. Cara de zumbi na faculdade, mais que normal. Aula maçante de teoria do processo, não podia ser mais normal. Tentei abstrair qualquer coisa pra escrever aqui hoje. Não veio. Cantina. Um copo de café: 50 centavos. Momento descontração entre amigos. Notícia de aula vaga: normalidade bate à porta. Motivo pra postar algo. Não teve. Divulgação de festa em outros cursos, alguns convites vendidos pra valer a pena. Última aula até às 11:30: primeira anormalidade do dia. Talvez algo pra contar mais tarde, aula de Direito Ambiental, agradar os PV's da vida... também não. Acontece uma fusão: república suja, preguiça maltratando. Resultado "O mano, vamo almoçar fora?". Unanimidade. Restaurante compatível com o orçamento do que todo mundo sabe: universitário sinal de escassez total de dinheiro. Talvez outra grávida na fila. Não, isso já foi esclarecido. Pagar contas. 14:00 pm: sem criatividade hoje? Ainda tem tempo. Volta pra casa, sono sagrado. Normal também. Conectar as redes sociais. Um vídeo de uma mulher sendo arrastada por uma correnteza. Desculpem minha falta de tato agora, rachei o bico. Cover do primeiro poema da Maria Betânia no You Tube: quase faltou o ar de rir. Criatividade alheia a flor da pele. Criatividade própria: não apareceu. Vasculhar sites: tragédia pra lá, outra pra cá. Normalidade aguçada. Dia de hoje: quarta-feira. Sinônimo: a própria quarta-feira. É, por isso que espero todo dia a falta da normalidade. Ela irrita. Ser normal estressa, cansa, e até falar dela fica difícil. Mas se ela tivesse forma de gente, só de sacanagem, adoraria por o pé na frente pra ela tropeçar!

3 comentários:

  1. "Aqueles que dançavam eram considerados totalmente insanos
    por aqueles que não conseguiam escutar a música." ANGELA MONET -

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