quarta-feira, 10 de abril de 2013

Até quando?

Apenas para explicar essa postagem, foi lendo artigos de uma escritora que só me faz acreditar que eu não estou sozinho no mundo quanto à algumas opiniões particulares. Trata-se de uma Carta do Leitor, enviada ao Diretor de Redação da "Revista Veja", a qual tem um espaço dedicados aos seus fiéis leitores. O assunto é sobre a nova "papagaiada" de que, ao que parece, os alunos só precisarão se alfabetizar no fim do 3º ano do ensino fundamental. Bom, tirem suas próprias conclusões, pois se eu for expressar aqui por palavras a minha frustração, terminarei por baixar o calão da educação devida, que afinal, é o que aqueles por trás da citada papagaiada querem... 


"Três Lagoas, 10 de abril de 2013.

Prezado editor da “Revista Veja”,

Após ler o artigo "A formação de um povo" de Lya Luft, volto a ser profundamente atingido pelo mesmo sentimento de frustração de quando li pela primeira vez a matéria que noticiava o aumento das vagas para cotistas em universidades públicas de ensino.

Antes de tudo, quero expressar que sou completamente avesso a qualquer tipo de preconceito, porém, sou dos pés à cabeça contaminado com o bom ar da meritocracia. Dito isso, peço que pense comigo: até quando o tão sofrido direito ao voto vai ser obra na mão de gente que só pensa na próxima eleição? Até quando vamos ser obrigados a ver os vereadores, os deputados e juntamente com os honoráveis senhores do poder executivo fazerem política eleitoral por meio de afagos à massa populista que os elege? Que os mantém na mamata dos privilégios dos seus colarinhos brancos? Isso realmente é representação? Democracia? Não acredito que a minha visão de mundo é a que esteja embaçada.

Ora, quando é que as “Vossas Excelências” vagamente acima citadas vão pensar em EXCELÊNCIA? De ensino, de educação basilar, de infra-estrutura intelectual que é aquela que desenvolve e eleva um país? Será tão difícil entender que como tudo na vida (isso dito no auge dos meus 22 anos), só é colhido o que é plantado? Sendo assim, estamos (e me incluo como sendo conivente com essa estapafúrdia realidade) mesmo plantando desenvolvimento ou estamos plantando eleitores que continuem pífios intelectualmente, sendo estes últimos os que dão na equação lingüística: não pensar + facilidade (+ barriga cheia) = garantia de + quatro anos?

ATÉ QUANDO, MEU DEUS? É o que o sentimento com que escrevo me faz pensar: que Deus, em sua infinita bondade, abençoe referidas “Vossas Excelências”, pois não sabem o que fazem.

Obrigado pela atenção. 

Leitor." 

Obrigado LTMP, por ter me instigado a voltar a escrever. 

domingo, 4 de novembro de 2012

A teoria da "desocupez"

Ah, valham-me os desocupados (sem negar que sou um por preferência), como tapete pra que eu possa decorar o que vem adiante... Obrigado, melhor assim começar. Obrigado por enriquecer as redes sociais de todo e qualquer conteúdo adequadamente característico do que procuro quando me conecto ao que costumo entender como "válvula de escape social". Pois, não há lugar melhor em que encontro as pessoas tentando se demonstrar em tão incisivo caráter especial: são os fervorosos religiosos, os mais perfeitos moralistas, defensores dos direitos humanos (e ao mesmo tempo inquisidores fanáticos da "desgramas" alheias (não posso usar o sinônimo desta última, vai contra os ensinamentos de minha mãe), os mais loucos, os mais bêbados, os mais magros e mais sinceros. São tantas filosofias postadas e compartilhadas por minuto que até Platão e Aristóteles estariam em pé de dúvida quanto as suas mais profundas reflexões. 

É claro, e sem hipocrisia, também sou um destes. Quem não é?! "É sim velho, nem vem!". Pode parecer uma crítica destrutiva. Pois não, e sim, como dito no começo, um agradecimento. A todos aqueles, que assim como eu, perdem nem que seja um pequeno espaço do seu tempo desocupando-se com as mais criativas áreas do entreterimento desocupado, que tirinha por tirinha, foto a foto, filosofia por filosofia, nos dão um pouco de realidade estampada, ou de esboço de mudança. Ora, quem finge o que é, mostra o que quer ser e isso pode ser sim um bom começo. Isso tudo é tão fantástico, que se aquilo que acabou de colocar na rede não for tão "curtido", você vai começar a achar que não tem razão, e vai pensar em algo mais underground  para a próxima vez. Foda-se, gosto mesmo é de saber que em alguma hora do dia o mundo não me engoliu com sua malha do tempo que voa, e que eu pude sim, exercer a minha "desocupez" em paz!

domingo, 24 de abril de 2011

Saudade...

Difícil, difícil. Mais tenso que o normal. HOJE! Como é inexplicável a saudade. Que sentimento inabalavelmente presente em nós, mas que por alguma razão, é extremado na volta de qualquer feriado que tanto dependemos e esperamos. Chega ser engraçado o quanto esse sentimento nos consome, o quão complexo é o seu paradoxo entre conforto e nostalgia... Está a flor da pele. Chega dar nó na garganta. Assim, só pra demonstrar, percebe-se que nem mesmo o nosso querido Aurélio foi capaz de decifrá-la: saudade (latim solitas, -atis, solidão) - s. f.: 1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que alguém se vê privado; 2. Pesar, mágoa que essa privação causa. Convenhamos, PODE SER MUITO MAIS QUE ISSO. Potencialmente e injustificavelmente maior, mais intenso, mais dolorido, mais marcante, mais que solidão, mais que simples lembrança. Não. Acredito ser aquilo que temos de melhor, de mais bonito, simples, puro e singelo. O que o coração manifesta sem exceção, com ou sem motivo, não importando a hora, mas que brota, desabrocha, manifesta-se; a reunião da história particular de cada um, a carga nostálgica mais importante e maravilhosa que é possível se ter. É de certa forma algo tão grande que não pode ser descrito por palavras, e nem mesmo se manifesta do mesmo jeito pra cada um... Enfim, é a reunião de tudo que somos, que não somos, que não fomos capazes, que almejamos e que insistentemente, de maneiras as vezes até incovenientes, vem nos visitar e que hoje em especial, veio sem avisar e nem bateu à porta!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quarta-feira.

  Acordei atrasado: 06:50 am. Vout. Comuniquei os habitantes da república: briga por pela torneira na escovação dos dentes, normal. Cara de zumbi na faculdade, mais que normal. Aula maçante de teoria do processo, não podia ser mais normal. Tentei abstrair qualquer coisa pra escrever aqui hoje. Não veio. Cantina. Um copo de café: 50 centavos. Momento descontração entre amigos. Notícia de aula vaga: normalidade bate à porta. Motivo pra postar algo. Não teve. Divulgação de festa em outros cursos, alguns convites vendidos pra valer a pena. Última aula até às 11:30: primeira anormalidade do dia. Talvez algo pra contar mais tarde, aula de Direito Ambiental, agradar os PV's da vida... também não. Acontece uma fusão: república suja, preguiça maltratando. Resultado "O mano, vamo almoçar fora?". Unanimidade. Restaurante compatível com o orçamento do que todo mundo sabe: universitário sinal de escassez total de dinheiro. Talvez outra grávida na fila. Não, isso já foi esclarecido. Pagar contas. 14:00 pm: sem criatividade hoje? Ainda tem tempo. Volta pra casa, sono sagrado. Normal também. Conectar as redes sociais. Um vídeo de uma mulher sendo arrastada por uma correnteza. Desculpem minha falta de tato agora, rachei o bico. Cover do primeiro poema da Maria Betânia no You Tube: quase faltou o ar de rir. Criatividade alheia a flor da pele. Criatividade própria: não apareceu. Vasculhar sites: tragédia pra lá, outra pra cá. Normalidade aguçada. Dia de hoje: quarta-feira. Sinônimo: a própria quarta-feira. É, por isso que espero todo dia a falta da normalidade. Ela irrita. Ser normal estressa, cansa, e até falar dela fica difícil. Mas se ela tivesse forma de gente, só de sacanagem, adoraria por o pé na frente pra ela tropeçar!

terça-feira, 22 de março de 2011

Frase do dia:

  "Bom senso". Hoje entrei numa discussão com um amigo meu sobre uma mulher grávida que aguardava, como todos os outros, sua vez de retirar sua refeição em um restaurante self-service. Acredito ser do conhecimento de todos que os gestantes, mães com crianças de colo, idosos (60 anos ou mais) e portadores de alguma deficiência física tem o pleno direito de não esperar na fila. Certas vezes, quando era mais jovem e meu pai me pedia para ir ao banco pra ele, confesso que xinguei muita velhinha que furava fila: "Poxa, tô aqui há quase uma hora e essa velha vem furar a fila, %#@$...!". Na época não conseguia entender, não queria, ou sei lá, apenas julgava ser aquilo uma folga tamanha. Hoje entendo que mesmo se não tivesse uma linha escrita em qualquer lei sobre gestante, mães com crianças de colo, velhinhas e deficientes, seria uma completa falta de bom senso da nossa parte deixar que eles esperassem em qualquer fila em pé de igualdade com qualquer um que não se encaixe no mesmo grupo. Quero que entendam que não estou menosprezando ninguém: simplesmente, ao meu ver, eles merecem total respeito da nossa parte por estarem em alguma fila por aí, cuidando da sua própria vida sem depender de ninguém.
  Diariamente, nesse mundo de cobras e lagartos, da sensação de imunidade por parte de alguns, da falta de solidariedade de outros tantos, sinto que se precisa muito mais desse sentimento, atitude, entendimento, compreensão que é o BOM SENSO. Bom senso não só com um grupo seleto como o que citei acima, mas de um com os outros, em qualquer ocasião, usá-lo sem restrições ou por escolha. Queria eu que o mundo respirasse o bom senso, que o visse, ouvisse e o falasse. Que se aperfeiçoasse em praticá-lo. Gostaria de vê-lo nos olhos das pessoas. Parece revolta, mas não, é só um desejo, uma vontade, uma prece de alguém que entendeu o quanto ele é importante e essencial. Enfim, lá vem um clichê: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO. Garanto, eu venho dando o melhor de mim nisso. Do mais é só, vou clicar em publicar postagem aqui, pois até compartilhar conhecimento, é bom senso.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Então...

Hoje deu na telha. Pá: vou criar um blog. Pensei comigo, mas pra que? Já tenho minha vida espalhada pra tudo o que é canto: Orkut, Facebook, Twitter... Ainda assim, acho que não está de bom tamanho. Resumir em 140 caracteres ou mesmo em um pequeno texto dizendo onde estou, o que fiz e o que penso é sim muito prático. Mas não, queria mais. Talvez seja uma característica dos piscianos como eu querer mais, fantasiar mais, sonhar mais. Tá no sangue, ou melhor, nos zodíacos da vida. Enfim quero detalhes. Quero mostrar o que vejo nas pessoas, como enfrento cada situação e compartilhar com quem esteja interessado. Isso faz vir a tona outra pergunta que me fiz no supetão desta criação: quem estaria interessado na vida de um estudante universitário, mais precisamente bacharelando em Direito, falando da sua vida a torto e a direito? Voltei às minhas remotas lembranças da caixa cinzenta... Pronto! "Com tanta porcaria por aí, uma a mais ou a menos não vai fazer diferença." Fica então a dica: sinta-se a vontade. Comente, critique, interaja, compartilhe sua opinião... Estarei aqui, diariamente, relatando aquilo que passo, que vejo, que percebo. Ao vivo, direto da minha perspectiva, pra vocês universitários, casados, enrolados, perdidos, à procura, estressados, radiantes, filhos, pais, avôs, avós, alunos, professores, amigos e amigas. Visonários e empreendedores de um esboço da vida real. Um abraço.