"Três
Lagoas, 10 de abril de 2013.
Prezado
editor da “Revista Veja”,
Após
ler o artigo "A formação de um povo" de Lya Luft, volto a ser
profundamente atingido pelo mesmo sentimento de frustração de quando li pela
primeira vez a matéria que noticiava o aumento das vagas para cotistas em
universidades públicas de ensino.
Antes
de tudo, quero expressar que sou completamente avesso a qualquer tipo de
preconceito, porém, sou dos pés à cabeça contaminado com o bom ar da
meritocracia. Dito isso, peço que pense comigo: até quando o tão sofrido direito ao
voto vai ser obra na mão de gente que só pensa na próxima eleição? Até quando
vamos ser obrigados a ver os vereadores, os deputados e juntamente com os
honoráveis senhores do poder executivo fazerem política eleitoral por meio de
afagos à massa populista que os elege? Que os mantém na mamata dos privilégios
dos seus colarinhos brancos? Isso realmente é representação? Democracia? Não
acredito que a minha visão de mundo é a que esteja embaçada.
Ora,
quando é que as “Vossas Excelências” vagamente acima citadas vão pensar em
EXCELÊNCIA? De ensino, de educação basilar, de infra-estrutura intelectual que
é aquela que desenvolve e eleva um país? Será tão difícil entender que como
tudo na vida (isso dito no auge dos meus 22 anos), só é colhido o que é
plantado? Sendo assim, estamos (e me incluo como sendo conivente com essa
estapafúrdia realidade) mesmo plantando desenvolvimento ou estamos plantando
eleitores que continuem pífios intelectualmente, sendo estes últimos os que dão
na equação lingüística: não pensar + facilidade (+ barriga cheia) = garantia de
+ quatro anos?
ATÉ
QUANDO, MEU DEUS? É o que o sentimento com que escrevo me faz pensar: que Deus,
em sua infinita bondade, abençoe referidas “Vossas Excelências”, pois não sabem
o que fazem.
Obrigado
pela atenção.
Leitor."
Obrigado LTMP, por ter me instigado a voltar a escrever.
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