Ah, valham-me os desocupados (sem negar que sou um por preferência), como tapete pra que eu possa decorar o que vem adiante... Obrigado, melhor assim começar. Obrigado por enriquecer as redes sociais de todo e qualquer conteúdo adequadamente característico do que procuro quando me conecto ao que costumo entender como "válvula de escape social". Pois, não há lugar melhor em que encontro as pessoas tentando se demonstrar em tão incisivo caráter especial: são os fervorosos religiosos, os mais perfeitos moralistas, defensores dos direitos humanos (e ao mesmo tempo inquisidores fanáticos da "desgramas" alheias (não posso usar o sinônimo desta última, vai contra os ensinamentos de minha mãe), os mais loucos, os mais bêbados, os mais magros e mais sinceros. São tantas filosofias postadas e compartilhadas por minuto que até Platão e Aristóteles estariam em pé de dúvida quanto as suas mais profundas reflexões.
É claro, e sem hipocrisia, também sou um destes. Quem não é?! "É sim velho, nem vem!". Pode parecer uma crítica destrutiva. Pois não, e sim, como dito no começo, um agradecimento. A todos aqueles, que assim como eu, perdem nem que seja um pequeno espaço do seu tempo desocupando-se com as mais criativas áreas do entreterimento desocupado, que tirinha por tirinha, foto a foto, filosofia por filosofia, nos dão um pouco de realidade estampada, ou de esboço de mudança. Ora, quem finge o que é, mostra o que quer ser e isso pode ser sim um bom começo. Isso tudo é tão fantástico, que se aquilo que acabou de colocar na rede não for tão "curtido", você vai começar a achar que não tem razão, e vai pensar em algo mais underground para a próxima vez. Foda-se, gosto mesmo é de saber que em alguma hora do dia o mundo não me engoliu com sua malha do tempo que voa, e que eu pude sim, exercer a minha "desocupez" em paz!
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